Junho de 1993, Estádio de Alvalade, tinha 16 anos de idade, foi a primeira e última vez que vi um concerto ao vivo dos Delfins. Na altura as suas músicas eram a delicia dos adolescentes, confesso que algumas me agradavam, como ainda hoje sou capaz de as ouvir e recordar alguns momentos que com elas vivi. Não era na altura o meu estilo de música, estava a começar os meus primeiros passos na descoberta de Led Zepplin, Pixies, Violent Femmes, pelo que os Delfins como que sabiam a pouco…
Passados 15 anos sobre essa altura e 27 sobre os primeiros acordes de Fernando Cunha e companhia, continuo a achar que já era altura de nos pouparem de ouvir mais álbuns deprimentes feitos para pagar umas contas. Sempre me fez confusão como é que alguém que percebe de música como o Miguel Ângelo, consegue estar 27 anos a fazer música tão “sem sal”, já o ouvi algumas vezes a falar sobre as suas influências musicais, que são próximas da minha adolescência mais punk-rock, e confesso que não entendo.
Quando vi a notícia pensei logo, tenho de escrever um post sobre isto, a mandar foguetes sobre o fim já prometido pelo candidato Vieira. Comecei a escrever este pequeno texto e rapidamente me vieram à memória diversas festas do liceu dançadas ao som dos Delfins, lá começaram a aparecer as doces recordações da adolescência que já começa a ser longínqua e que me leva a dizer… Obrigado Miguel e amigos pela musica fraquinha que me proporcionou tão bons momentos, e o que conta são os momentos, farão sempre parte da minha vida (nunca me imaginei a escrever isto, se entretanto este post for apagado é porque me arrependi amargamente destas palavras).
Links:
Notícia sobre o fim dos Delfins.
Resumo da carreira dos Delfins.

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