Bill Gates e a reforma dourada

photo credit: World Economic Forum
Amanhã será o primeiro dia do resto da vida da Microsoft, o seu fundador mais mediático e aquele que serviu de imagem da empresa até hoje vai ter hoje o seu último dia de trabalho no gigante de Redmond. Este dia foi devidamente agendado e anunciado há já 2 anos, numa conferência de imprensa “O homem mais rico do mundo“, anunciou que chegara a altura de dedicar o seu tempos às suas obras filantrópicas, a Microsoft iria saber percorrer o seu caminho sozinha.
Hoje poder-se-á especular acerca do timming da saída ser ou não oportuno, em virtude dos tempos difíceis que a empresa atravessa, mas o próprio respondeu à altura afirmando que se estivesse à espera de momentos calmos para confirmar a sua saída, morreria no local de trabalho. O momento é delicado pois a empresa encontra-se numa encruzilhada, enfrentado uma mudança radical do mercado dos computadores, muito por força do furacão Google e do impacto que a sua filosofia teve na Internet. A web2.0 é uma realidade e cada vez mais temos dificuldades em imaginar um computador sem Internet, e muito menos nos imaginamos limitados às aplicações tradicionais no PC, tendo muitas delas mudado para ambientes web. É esta dificuldade que a Microsoft vai enfrentando, pois aqui não é o principal player do mercado, como está habituada, e não pode ditar as suas leis.
De qualquer das formas, e ao contrário de muitos, julgo que todos temos muito a agradecer à Microsoft e à visão de Bill Gates, por muitas atitudes menos correctas de manipulação de mercado que tenham tido, foram certamente os principais responsáveis pela evolução da informática do “zero” até aos dias de hoje.











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